Ciclo de Conferências Gulbenkian — A Matemática e os seus encantos, Prof. Doutor Jorge Picado — 21 de Abril

Informação recebida da Gulbenkian por mail, com pedido de divulgação:

« Temos o gosto de informar V. Exa. que no próximo dia 21 de Abril (quarta-feira), às 18h00, terá início na Fundação Calouste Gulbenkian um ciclo de conferências subordinado ao tema A Matemática e os seus encantos, no qual participarão reconhecidos cientistas portugueses. »

«  A primeira conferência deste ciclo será proferida pelo Prof. Doutor Jorge Picado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, na qual teríamos muito prazer que estivesse presente.

Para mais informações poderá consultar o site www.gulbenkian.pt/matematica.encantos
            
  ∙  21 ABRIL 2010 | 18h00

    A Beleza Matemática das Conchas Marítimas
    Jorge Picado, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra
   
  ∙  19 MAIO 2010 | 18h00

    Ultra-Secreto! A Matemática nas Comunicações Confidenciais
    António Machiavelo, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto
   
  ∙  23 JUNHO 2010 | 18h00

    Simetria Passo a Passo
    Ana Cannas da Silva, Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa »

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« O ano 2000, o último do segundo milénio da nossa era, foi devidamente assinalado como Ano Internacional da Matemática. Inúmeras actividades, comunicações e eventos envolvendo a matemática tiveram lugar no decorrer desse ano. A Fundação Calouste Gulbenkian associou-se naturalmente ao movimento que dinamizou as acções ligadas ao Ano Internacional da Matemática e decidiu instituir uma nova iniciativa de apoio neste campo. Surgiu assim o Programa Novos Talentos em Matemática, com o objectivo de estimular nos jovens o gosto, a capacidade e a vocação de pensar e investigar em Matemática.

Passados dez anos sobre o Ano Internacional da Matemática cabe agora apreciar e repensar todo o esforço desenvolvido bem como o seu enquadramento. Neste sentido, a afirmação central de Galileu de que «a Natureza é como se fosse um livro, escrito em linguagem matemática» precisa cada vez mais de ser interiorizada e protegida como o mais precioso segredo de que dispomos para tornar sustentáveis as sociedades humanas. De facto, ser-se moderno é gostar de matemática, pois só assim se compreende cabalmente a ligação profunda ao contexto e ao ambiente que diariamente nos promove a existência. É necessário socialmente, como um todo, gostar de matemática. Nós comportamo-nos, mais, nós somos o que sabemos.

Por este motivo, para preparar a grande conferência que em Julho de 2010 assinalará uma década de novos talentos em matemática, organiza o Serviço de Ciência o ciclo de conferências públicas “A Matemática e os seus Encantos” que decorre entre Abril e Junho do corrente ano.

João Caraça,

Director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian »

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A Beleza Matemática das Conchas Marinhas

Jorge Picado

21 Abril 2010 | 18h00

   
« Há uma grande beleza nas pistas que a natureza nos oferece e todos nós a podemos reconhecer sem nenhum treino matemático. Podemos ser tentados a pensar que o crescimento das plantas e animais, por causa das suas formas elaboradas, é governado por regras muito complexas. Surpreendentemente, isso nem sempre é verdade, como as conchas e os búzios exemplificam: o seu crescimento pode ser descrito por leis matemáticas admiravelmente simples.

Esta ideia de que a matemática se encontra profundamente implicada nas formas naturais remonta aos gregos antigos. Citando o matemático inglês I. Stewart, «a matemática está para a natureza como Sherlock Holmes está para os indícios». Todos nós já reparámos que a concha de qualquer molusco pequeno é idêntica à concha de um molusco grande da mesma espécie, com excepção do tamanho. Uma é um modelo exacto, à escala, da outra. As conchas, com a sua forma auto-semelhante, podem ser representadas por superfícies tridimensionais, geradas por uma fórmula relativamente simples, requerendo somente matemática elementar. Maravilhosamente, apesar da simplicidade dessa equação, é possível descrever e gerar uma grande variedade de tipos diferentes de conchas. Quais? Todos nós (com muito poucas excepções!), como veremos nesta palestra.

Jorge Picado É Professor Associado com agregação do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DMUC), licenciado em Matemática pela Universidade de Coimbra em 1985, doutorado em Matemática Pura (Álgebra) pela Universidade de Coimbra em 1995.

É investigador do Centro de Matemática da Universidade de Coimbra, sendo membro da sua Comissão Directiva e membro do grupo de investigação em Álgebra, Lógica e Topologia. Tendo como áreas de investigação a topologia (sem pontos), a teoria dos reticulados (locais) e aplicações da teoria das categorias à álgebra e à topologia, é autor de cerca de 35 artigos de investigação em revistas internacionais e uma monografia (tendo uma em preparação, de momento) e apresentou mais de 70 palestras em seminários de investigação ou conferências internacionais. Tem organizado diversos congressos e workshops internacionais. Visitas a universidades estrangeiras: Charles (Praga), País Basco (Bilbau), Cidade do Cabo, McMaster (Hamilton), Southern Illinois (Carbondale), York (Toronto), Masaryk (Brno), Navarra (Pamplona), Florida (Gainesville), Antuérpia, Politécnica de Valencia. Foi tutor de três estudantes do DMUC no programa “Novos Talentos em Matemática” da Fundação Calouste Gulbenkian.

No capítulo da divulgação tem realizado inúmeras palestras pelo País em escolas secundárias e centros culturais. Publicou mais de 20 artigos em revistas de divulgação, portuguesas e internacionais. É membro da comissão científico-pedagógica de acompanhamento do projecto “Atractor – Matemática Interactiva”, onde orientou um bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian na realização de diversos módulos interactivos de matemática (Conchas: a descrição matemática das conchas e do seu crescimento, Matemática sem palavras, Curvatura e torção, Curvas planas com WebMathematica: curvatura e circunferência osculadora, Sistemas de Identificação).

Redigiu cerca de 10 textos de cursos e publicações de carácter pedagógico. Editor do Boletim do Centro Internacional de Matemática (2004-2008).

Fez parte da comissão de problemas das Olimpíadas Portuguesas de Matemática entre 1990 e 2000. Chefiou a delegação portuguesa às Olimpíadas Internacionais de Matemática nas duas primeiras participações de Portugal (1989 e 1990). É autor (em co-autoria com Paulo Oliveira) de 4 volumes sobre problemas das Olimpíadas Portuguesas de Matemática (editados pela Texto Editores e pela Sociedade Portuguesa de Matemática). Mais informações: www.mat.uc.pt/~picado »

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« Fundação Calouste Gulbenkian | Auditório 2

Transmissão directa nos espaços adjacentes

Videodifusão | http://live.fccn.pt/fcg/

Informações:

Rita Rebelo de Andrade | Serviço de Ciência

Fundação Calouste Gulbenkian

Av. de Berna 45A — 1067-001 LISBOA

T. 21 782 35 25 | F. 21 782 30 19

matematica.encantos@gulbenkian.pt

www.gulbenkian.pt/matematica.encantos »

Sobre Américo Tavares

eng. electrotécnico reformado / retired electrical engineer
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