Comparação gráfica entre a crise da economia global e a Grande Depressão

Actualização de 28.07.2010. Este gráfico “World industrial production, now vs. then” é a última actualização disponível nesta data (What do the new data tell us?,  8.03.2010, VoxEu.org)  

 * * *

World industrial production, trade, and stock markets are diving faster now than during 1929-30

Barry Eichengreen, Kevin H. O’Rourke

A Tale of Two Depressions, 4 June 2009, VoxEU.org (*)

 

 

Na fonte estes gráficos — retirados por mim, em 25.01.2010, por já não serem visíveis — são acompanhados de uma explicação actualizada.

NOTA 1: Tomei conhecimento destes e de muitos outros gráficos comparativos entre a crise económica actual e a Grande Depressão via  post  Schlimmer als Große Depression (Update) [Pior do que a Grande Depressão (actualização)], do blogue Verlorene Generation. [Geração Perdida]

NOTA 2: O Nobel Paul Krugman escreveu um pequeno artigo sobre este mesmo assunto, antes desta actualização de dados,  It’s 1930 time, de 6.04.09, no seu blogue The Conscience of a Liberal como colunista do The New York Times.

(*) VoxEU.org is partnering with the UK government to collect the views of economists from around the world on what the G20 should do to fix the global economy.

Actualização de 4.09.09 (via Verlorene Generation)

World industrial production, trade, and stock markets are now showing signs of recovery. Still – today’s crisis remains dramatic by the standards of the Great Depression.

Barry Eichengreen, Kevin H. O’Rourke

A Tale of Two Depressions, 1 September 2009 , VoxEU.org

World industrial production, now vs then

World stock markets, now vs then

 

Sobre Américo Tavares

eng. electrotécnico reformado / retired electrical engineer
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6 respostas a Comparação gráfica entre a crise da economia global e a Grande Depressão

  1. nfaust diz:

    A questão interessante que se pode colocar é qual o modelo estocástico que melhor se adequa à crise económica.

    Ao que parece, as equações de Black-Scholes já não se ajustam tão bem …

  2. Quanto a quest(ão)ões interessante(s), pode ter muita razão.
    Por mim, que quase nada sei do assunto, mas resumindo uma das ideias de Benoît Mandelbrot, há que valorizar tanto as variações extremas como as restantes, bem como as transições súbitas e não apenas as contínuas
    (ver http://www.scientificamerican.com/blog/60-second-science/post.cfm?id=benoit-mandelbrot-and-the-wildness-2009-03-13).
    Sobre os modelos, Paul Krugman escreveu, em 20.08.07, no seu blog: ” ‘quants’ — quantitative hedge funds that rely on computer models that have gone haywire”
    (ver http://krugman.blogs.nytimes.com/2007/08/20/sounding-the-warning-bell/).

  3. @ nfaust

    Tentar modelar a irracionalidade dos agentes económicos através de processos estocásticos é uma batalha perdida. Não existe praticamente nada de intelectual ou profundo a ser descoberto nessa área. Talvez se arranje um modelo que se ajuste razoavelmente bem, mas não há conclusões a extrair daí. Dado um número suficiente de graus de liberdade, é possível, mas não sei se é possível aprender o que quer que seja com isso.

  4. Num confronto de opiniões entre Mandelbrot e um Nobel, penso, da Economia — via entrevista de Nuno Crato, há uns cinco anos ao economista –, resumindo e interpretando

    1 – Mandelbrot como é bem conhecido extrai informação fractal dos índices bolsistas e com isso critica o método mais usual até há pouco de assumir uma distribuição log normal das volatilidades, mas poucas previsões fiáveis faz, a não ser a da ocorrência incerta no tempo de fenómenos de sobreposição de diferentes “frequências” nos ciclos.

    2 – O economista dizia que as variáveis económicas eram tantas que não acreditava ser possível extrair informação relevante analisando apenas a variação de um índice (ou mesmo mais que um).

    Como leigo revejo-me mais na segunda opinião, mas penso que Mandelbrot tem razão, por exemplo, quanto à crítica ao modelo log normal, sobre o qual esse economista não se pronunciou na entrevista.

    • Tenho grande respeito pelo Prof. Mandelbrot, mas acho que ele devia focar-se em Matemática e deixar a Finança para quem sabe de Finança. O livro dele sobre os mercados tem a sua piada, mas propor que as flutuações dos índices são fractais parece-me um tanto exagerado. Dizer que os modelos usados em Finança estão errados é fácil, mas propor alternativas é muito difícil. Para mais, quem de facto trabalha na área está pouco interessado em discussões filosóficas sobre o tema…

      O meu cepticismo advém do facto de ter trabalhado algum tempo num fundo de investimento. Tive acesso a enormes quantidades de dados (ao contrário de muitos académicos), investi imenso tempo a analisar as séries temporais e não vi fractais em lado nenhum. Para começar, um fractal tem auto-semelhança em todas as escalas. Uma série temporal de um índice é, fundamentalmente, um sinal discretizado no tempo e em amplitude.

      Não acredito em leis da Finança como acredito em leis da Física. Acho que uma abordagem à finança que não inclua teoria de jogos é de valor duvidoso. Os preços são formados através de leilões. Não se pode deitar esta complexidade e estrutura pela janela e aplicar Black-Scholes de forma cega. É muito mais complicado do que isso…

  5. «propor alternativas é muito difícil»

    Sem sombra de dúvida.

    O livro do Prof. Mandelbrot foi relativamente muito publicitado aqui, mas dele esse não o li.

    Também acho que há substanciais diferenças entre as leis da Finança e da Física e que algumas partes não são apenas Física com outros nomes, como alguém disse.

    Como leigo parece-me que as variáveis são tantas que é difícil arranjar modelos cujo valor não seja duvidoso. Como, de resto, e com as óbvias diferenças acontece com as previsões meteorológicas de longo prazo.

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