Conferência na Gulbenkian: O Papel Revolucionário da Nanotecnologia e das Células Estaminais na Medicina Regenerativa

Informação recebida da GULBENKIAN, com pedido de divulgação:

 
 « O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Ciência Viva, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian  (Av. de Berna, 45 A)  a conferência  – O Papel Revolucionário da Nanotecnologia e das Células Estaminais na Medicina Regenerativa –  que terá lugar no dia 14 de Maio, às 18h00, e será proferida pela Profª Doutora Manuela Gomes do IBB – Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, Universidade do Minho. (…)
 
 
Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/  e enviar as suas questões (fronteiradaciencia@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão. Outras informações relativas a esta iniciativa estão disponíveis no site www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia .
 

 

Junto tenho o gosto de enviar o texto introdutório do Prof. João Caraça, Director do Serviço de Ciência,

 
Na Fronteira da Ciência
A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.

Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.

A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.

A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva.

João Caraça

bem como o currículo da Profª Doutora Manuela Gomes  e o resumo  da conferência.

 

MANUELA GOMES

É co-orientadora de vários alunos de Mestrado e de Doutoramento. Foi duas vezes galardoada com o prémio da Sociedade Americana de Biomateriais (Student Travel and Professional Development Award).

É autora de vinte e dois artigos publicados em revistas internacionais e de dezasseis capítulos de livros. Desenvolve o seu trabalho como investigadora no grupo 3B´s, centrado no estudo da funcionalidade in vivo e criopreservação de materiais híbridos, obtidos por estratégias de engenharia de tecidos, para regeneração de osso e cartilagem, utilizando células estaminais isoladas a partir de diferentes fontes. Recentemente foi contratada como Professora Auxiliar Convidada no âmbito do programa MIT-Portugal.

 

O PAPEL REVOLUCIONÁRIO DA NANOTECNOLOGIA

E DAS CÉLULAS ESTAMINAIS NA MEDICINA REGENERATIVA

 

 

MANUELA GOMES

 

A Engenharia de Tecidos é uma área científica recente mas em franca expansão. Os desenvolvimentos conseguidos nesta área têm contribuído significativamente para diversos avanços no campo da Medicina Regenerativa. Esta ciência interdisciplinar combina os conhecimentos de áreas tão distintas como a Engenharia de Materiais e as Ciências da Vida, com a finalidade de desenvolver substitutos sintéticos para tecidos humanos. Para se atingir este objectivo utilizam-se, de uma forma genérica, combinações específicas de células e de materiais de suporte tridimensionais com propriedades adequadas, gerando um material híbrido (constituído por um componente biológico – as células – e um componente sintético – o material de suporte) cujas características podem ainda ser moduladas através do sistema de cultura usado. Os recentes avanços da Nanotecnologia têm também proporcionado desenvolvimentos significativos na área da engenharia de tecidos. De uma forma genérica, a Nanotecnologia refere-se a um campo da ciência e da tecnologia aplicada, no qual o controlo da matéria é efectuado ao nível molecular. De facto, as recentes investigações na área de materiais micro e nanoestruturados para aplicações na Engenharia de Tecidos têm-se baseado na premissa que estes nanomateriais e nanoestruturas podem ser sintetizados e funcionalizados em dimensões semelhantes às dos constituintes dos próprios tecidos a regenerar.

 

14 de Maio de 2008

(…)

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência

E. – randrade@gulbenkian.pt

T. (00351) 21782 3525 /F. (00351) 21782 3019 »

 

 

 

 

  

Sobre Américo Tavares

eng. electrotécnico reformado / retired electrical engineer
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