Ciclo de conferências Gulbenkian “Na Fronteira da Ciência”. 1ª, a 12 Dez: Marcelo Viana do IMPA sobre a Conjectura de Poincaré

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Recebi da Gulbenkian com pedido de divulgação o seguinte email: 

 

O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian,  em colaboração com a Ciência Viva, vai realizar no Auditório 2 da Fundação Gulbenkian um ciclo de conferências com o título Na Fronteira da Ciência, no qual participarão reconhecidos investigadores/cientistas.   A primeira conferência terá lugar no dia 12 de Dezembro p.f. e contará com a presença de Marcelo Viana do IMPA. Junto tenho o gosto de enviar o cartaz da iniciativa bem como o texto introdutório do Porf. João Caraça.  Caso esteja interessado(a)   poderemos enviar os cvs e resumos dos conferencistas.  Os estabelecimentos de ensino interessados em participar poderão contactar-me directamente para fazerem a reserva de lugares.  Poderá também consultar o site: www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia para outras informações. Poderá assistir em directo, às conferências através do site: http://live.fccn.pt/fcg/Agradecendo antecipadamente a atenção dispensada, apresento os meus melhores cumprimentos.

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência

mail – randrade@gulbenkian.pt

Tel. (00351) 21782 3525 /Fax (00351) 21782 3019

ANEXOS

Na Fronteira da Ciência

A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.

 

Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.

 

A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.

 

A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva.

 

João Caraça

 

CONJECTURA DE POINCARÉ: GEOMETRIA PARA ENTENDER O UNIVERSO

 

 

 

MARCELO VIANA

 

 

 

Os astrónomos e os cosmólogos observam o mundo à nossa volta procurando compreender as leis da matéria e da energia, as leis que regem a evolução do Universo. A partir da Teoria da Relatividade de Einstein sabemos que essas leis estão intimamente ligadas à geometria (a “forma”) do Universo.

 

Sabemos por exemplo que se a densidade da matéria contida no Universo for suficientemente grande, então ele deverá ser um espaço fechado, limitado; caso contrário, deverá ser um espaço aberto. Qual destas possibilidades ocorre realmente? Qual é a forma do Universo?

 

Ao mesmo tempo os matemáticos analisam as formas puras do pensamento para entenderem que modelos são possíveis e permitir, portanto, analisar os que melhor se adaptam às observações cosmológicas.

 

A Conjectura de Poincaré, um dos mais famosos problemas da Matemática, insere-se naturalmente nesse estudo. Afirma a Conjectura de Poincaré que todo o espaço tridimensional fechado “sem buracos” tem uma forma essencialmente esférica. Formulada no início do século XX pelo grande matemático francês Henri Poincaré – também um dos principais artífices da Teoria da Relatividade – esta Conjectura permaneceu um problema em aberto durante cerca de cem anos. Até que, no final de 2003, o matemático russo Gregori Parelman começou a publicar na internet uma série de artigos científicos que contêm a solução desse problema.

 

Durante o século XX, a Conjectura de Poincaré foi um foco motivador para avanços notáveis na Geometria e na Topologia. A sua história, antes e depois da sua resolução, está recheada de personagens interessantes e episódios rocambolescos, que atraíram a atenção dos meios de comunicação mundial e do público em geral.

 

12 de Dezembro de 2007

 

Marcelo Viana nasceu no Rio de Janeiro em 1962.

 

 

 

Realizou os estudos em Portugal, tendo obtido a licenciatura em Matemática pela Universidade do Porto, em 1984. Regressou ao Brasil onde obteve o grau de doutor em Sistemas Dinâmicos pelo IMPA – Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro, em 1990.

 

Actualmente é Investigador Catedrático e Director Adjunto do IMPA, Bolseiro de Produtividade do CNPq-Brasil, Coordenador Científico da União Matemática da América Latina (UMALCA) e Membro do Comité Executivo da União Matemática Internacional (IMU). Faz investigação em Matemática, com ênfase em Sistemas Dinâmicos, Teoria Ergódica e Teoria das Bifurcações.

 

É editor de diversas revistas científicas de circulação internacional e membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento (TWAS), bem como membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.

 

Foi distinguido pelo Presidente do Brasil com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico. Foi convidado a proferir palestras no Congresso Internacional de Matemáticos (1994 e 1998) e no Congresso Internacional de Física Matemática (1994). Recebeu o Prémio TWAS em 1998, o Prémio UMALCA em 2000, o Prémio Ramanujan em 2005 e o Prémio Universidade de Coimbra em 2007.

 

 

Sobre Américo Tavares

eng. electrotécnico reformado / retired electrical engineer
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