Problema: é a região de
definida por
Mostre que em coordenadas polares se define por
Problema: é a região de
definida por
Mostre que em coordenadas polares se define por
Problema: Sabendo que
determinar .
(desta questão de Vizualni no Mathematics Stack Exchange)
Minha resolução (tradução):
Dado que a equação é linear em e
pode transformar-se numa quadrática:
Ponha-se
e resolva-se em ordem a
Assim
ou
Finalmente obtém-se
ou
No artigo An Elementary Trigonometric Equation de Victor Moll [1] é estudada a equação
,
a partir da qual são demonstradas várias expressões trigonométricas. Duas, com [1, Theorem 3.1] já apareceram em duas questões no MSE, uma nesta e estoutra
em “Is there an interpretation for this trigonometric identity?“.
O seguinte desenho, que apresentei como resposta, é uma contrução trigonométrica directa.

O raio do sector circular é 1. As medidas dos ângulos ao centro e o comprimento dos segmentos dos segmentos de recta são:
1. Ângulo menor: rad.
2. Ângulo maior: rad.
3. Segmento vermelho escuro: .
4. Segmento vertical preto: .
5. Segmento vertical vermelho claro: .
O segmento de recta vermelho escuro é a hipotenusa do triângulo rectângulo cujos catetos são os segmentos de recta de comprimento e do segmento unitário que lhe é perpendicular. O segmento de comprimento
é a hipotenusa do triângulo rectângulo cujos catetos são os segmentos de recta horizontal de comprimento igual a
e o vertical de comprimento
.
O ângulo não pode construir-se com régua e compasso (Wikipedia, Constructible polygon ), pelo que a figura é uma construção impossível apenas com régua e compasso.
[2-5-2011, alterado título e completado último parágrafo]
—
[1] MOLL, Victor, An Elementary Trigonometric Equation (arXiv 24 Sep 2007)
Nesta questão do Mathematics Stack Exchange, ftiaronsem pede a resolução da equação
Eis a tradução da minha resposta.
Como se explica nos comentários certas equações como a equação linear em e
podem resolver-se por uma equação resolvente quadrática. Um dos métodos é escrever as funções
e
em termos da mesma função trigonométrica. Dado que todas as funções trigonométricas (directas) do ângulo simples se podem exprimir racionalmente em função de
do semi-ângulo, é adequada uma tal transformação para estas equações.
Visto que
e
a equação
é equivalente a
Pode-se pôr (
), e dessa forma obter a equação quadrática
As suas soluções são: (se
) ou
(se
), o que dá:
i) se ,
ii) se
Uma técnica diferente para resolver uma equação linear em e
é utilizar um ângulo auxiliar
. Se se fizer
, a equação toma a forma
ou
e obter
Dedução pormenorizada: de e
, obtemos
ou
.
A identidade
pode obter-se como segue
.
Portanto
(,
)
e finalmente
—
Nota bibliográfica: Estes métodos estão expostos no livro do 3.º ciclo do Ensino Liceal de J. Calado Compêndio de Trigonometria de 1967.
Numa proporção a soma dos antecedentes
está para a sua diferença, assim como a soma dos consequentes
está para a sua diferença.
Justificação: a proporção
é equivalente à equação
ou
Atendendo a que , será
ou como enunciado
Exercício: aplique esta propriedade à lei dos senos dos ângulos de um triângulo.
Suponhamos que pretendemos determinar
Como é uma solução de
o resto da divisão de
por
será nulo. Podemos determinar o polinómio quociente através do método geral da divisão polinomial — em tudo semelhante à divisão aritmética de dois números –, dividindo o polinómio do numerador pelo do denominador. Como é de difícil reprodução aqui (relacionado com o código
de escrita matemática), vou utilizar o método alternativo dos coeficientes indeterminados. Seja
o polinómio quociente, isto é
atendendo a que neste caso o resto . Notemos que o grau de
há-de ser
:
Fazendo o desenvolvimento de , obtém-se
Comparando agora coeficientes obtemos
ou seja e
donde
ou
Exemplo: Num pentágono regular determine , em que
é o ângulo igual a
do ângulo giro
.
Geometricamente é o ângulo ao centro formado por dois raios que unem o centro do círculo circunscrito a um pentágono regular a dois dos seus vértices adjacentes.

Começo por transformar este problema trigonométrico num de variáveis complexas. Para isso faço . Pondo
, na fórmula anterior e substituindo
por
obtém-se:
Como , então
e sendo
será
e também
pelo que, atendendo a que ,
, etc., vem sucessivamente
.
Como
será
ou seja
igual ao valor calculado de outra forma nesta entrada sobre a construção do pentágono

Já sabia que as funcões trigonométricas directas se podem exprimir em termos da função exponencial complexa. Mas só recentemente aprendi que, acrescentando-lhe o logaritmo, o mesmo acontece com as funções trigonométricas inversas, que têm uma representação fechada nas funções exponencial e logarítmica, como é o caso da função (que aparece, como exemplo, em What is a Closed-Form Number? de Timothy Y. Chow )
cuja verificação é simples. Começo por dar outra forma à função exponencial do 2.º membro:
Então
pelo que
Calculo agora o :
Da identidade bem conhecida
na forma
deduzimos sucessivamente:
pelo que efectivamente
E como se exprime nestas funções? Atendendo a que
e dado que
, obtemos
A relação trigonométrica
permite chegar a
Adenda: acrescento, como me foi sugerido, uma pequena referência às funções hiperbólicas, que também gozam da mesma propriedade. Por exemplo:
Vê-se na Wikipédia que a função hiperbólica inversa se exprime na função logarítmica:
o que se pode verificar, calculando o seno hiperbólico de assim representado, chegando-se naturalmente a
:
Da definição do co-seno hiperbólico
obtemos as identidades hiperbólicas
e
Como
a soma dos quadrados vem
e a sua diferença
Justifique as seguintes identidades trigonométricas:
Notação usada para facilidade de escrita aqui (em LaTeX): — secante de
,
— tangente de
,
– co-seno de
e
— seno de
.
1.
2.
3.
Nota: estas identidades podem usar-se no cálculo do integral
Enunciado do Problema
Os quatro círculos têm o mesmo raio. Determine-o no caso do triângulo medir 1 m².

Problem Statement
The four circles have equal radius. Find it if the size of the triangle is 1 m².
Puzzle trigonométrico :: Trigonometric Puzzle
Sejam um inteiro positivo e
uma função trigonométrica. Determine
e
tais que:
Let be a positive integer and
some trigonometric function. Find
and
such that:
.
Solução de Jacques Glorieux :: Solution by Jaques Glorieux:
Sejam um inteiro positivo e
uma função trigonométrica. Determine
e
tais que:
Let be a positive integer and
some trigonometric function. Find
and
such that:
.
Enunciado do desafio :: Challenge statement
Os arcos de circunferência a grosso verdes e azuis têm o mesmo comprimento. A soma das áreas delimitadas pelos arcos e linhas a grosso azuis é igual à soma das áreas delimitadas pelos verdes? Justifique.
Nota: os diâmetros são perpendiculares.

The thick green and blue circle arcs have the same lengths. Does the sum of the areas limited by the thick blue arcs and lines equal the sum of the areas limited by the green ones? Justify.
Remark: the diameters are perpendicular.
Solution by Jacques Glorieux:

Let’s denote by the angle
and by
the angle
.
The area of the green trapezium (trapezoid) is :
The area of the green trapezium (trapezoid) can easily be obtained by replacing
by
in
:
By summing and
, we obtain the area of the two green trapezia (trapezoids):
, which is not dependant on angle
.
If we look at the original drawing, we see that the blue figure is just a particular case of the green one when .
The sum of the areas of the two blue trapezia (trapezoids) is thus the same as the sum of the areas of the two green trapezes.
As the total green (blue) area is equal to the sum of the areas of the two green (blue) trapezia (trapezoids) plus twice the area under one of the chord (i.e. ), the green and the blue areas are equal.
[Correction of May 12, 2010: trapezium (trapezoid), trapezia (trapezoids) instead of trapeze, trapezes A. Tavares]
* * *
Resolução de Jacques Glorieux:
Designemos por o ângulo
e por
o ângulo
.
A área do trapézio verde é:
A área do trapézio verde pode obter-se facilmente substituindo
por
em
:
Somando e
, obtemos a área dos dois trapézios verdes:
, que não depende do ângulo
.
Se observarmos o desenho original, vemos que a figura azul é o caso particular da verde para .
A soma das áreas dos dois trapézios azuis é por isso a mesma que a da soma das áreas dos dois trapézios verdes.
Como o total das áreas verdes (azuis) é igual à soma das áreas dos dois trapézios verdes (azuis) mais o dobro da área sob uma corda (i.e. ), as áreas verdes e azuis são iguas.
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