You are currently browsing the category archive for the 'Teorema / Teoria' category.
Admitamos que uma dada função real é contínua no intervalo
e diferenciável em
. Pelo teorema de Rolle, se
, existe um ponto
tal que
. Como é sabido a interpretação geométrica é que entre os pontos
e
do gráfico de
há pelo menos uma tangente horizontal. Por exemplo, consideremos a função
no intervalo
. Neste caso, em que
e as condições da hipótese do teorema se verificam, deve haver um
tal que
. Como
vemos que
.
Antes de expor a aplicação em toda a sua generalidade, vejamos primeiro duas situações particulares. Uma, com e
. Continua a ser
. Mas
Pelo mesmo teorema existe algum ponto em
onde
. Como
,
deve ser a raiz de
Podemos dar uma interpretação gráfica a este resultado: há pelo menos um ponto entre e
do gráfico de
cuja tangente tem um declive igual ao triplo do valor de
nesse ponto. Para esta função
esse ponto é facilmente calculável
Generalizando um pouco, se e alterarmos
para
obtemos tal que
Finalmente eis a aplicação de maior generalidade, cuja forma de resolução é a sugerida na Referência.
Seja uma função real definida em
e diferenciável em
; se
, então qualquer que seja o real
, existe um ponto
tal que
.
Consideremos um
arbitrário e a função
. Como
não se anula qualquer que seja o real
, os zeros de
são os de
, o que nos permite afirmar que
.
Sendo diferenciável em
, é contínua neste intervalo, pelo que
também é contínua e diferenciável para todo o
, logo verificam-se as condições de aplicação à função
do teorema de Rolle. Assim existe um ponto
em
onde
. Mas a derivada de
é a função
donde, pelo mesmo motivo atrás indicado em relação aos zeros de e de
, haverá um zero de
que ocorre quando
o que justifica a afirmação enunciada.
O é arbitrário, o que nos permite apenas afirmar que qualquer que seja
existe um
tal que
, sem saber em geral a relação entre
e
. A interpretação geométrica deste resultado é a de que no gráfico de uma função
, nas condições enunciadas, há pelo menos um ponto entre
e
cuja tangente tem um declive que é um múltiplo arbitrário do valor de
nesse ponto.
Nota: informaram-me que a aplicação apresentada será um exercício de Curso de Análise, vol.1, de Elon Lages Lima.
pdf: ver caderno
Gráfico de Γ(x) no intervalo ]-5,5]
A função especial beta é definida para as variáveis reais pelo integral
(1)
que é impróprio mas convergente, no caso de e
e pelo menos uma das variáveis
ou
.
A função (para
e
) relaciona-se com a função especial gama
(2)
através da conhecida identidade
(3)
que não vou demonstrar.
O que me proponho demonstrar é a chamada fórmula da reflexão ou dos complementos da função gama no domínio real, seguindo o método indicado nos exercícios não resolvidos 10 e 11 da página 683 do livro de Angus E. Taylor, Advanced Calculus, Blaisdell Publishing Company, 1955.
Proposição: Se for real, é válida a identidade seguinte
(4)
Notação: é a cosecante de
.
Demonstração: Se , tem-se
como resulta da mudança de variável . O integral
é convergente se , porque nesta condição
é convergente e
tende para 1, quando
tende para
, e, por outro lado, o integral
também nesse caso é convergente, porque converge e
tende para 1, quando
tende para
.
Outra representação integral da função beta é:
(5)
que se obtém de (1) através das substituição
.
De (5) resulta
Usando agora o desenvolvimento em série de
,
obtém-se
e
,
e integrando termo a termo a função integranda , como
e
,
depois de agrupar os termos pares da série
com os ímpares da série
obtém-se no fim a série
.
Em consequência
Ora, a série de Fourier da função , em que
, é
que assume o desenvolvimento particular para :
donde, efectivamente
Esta mesma identidade também se verifica para complexo.
ADENDA de 23-1-2009: para obtém-se
donde
(6)
pdf: ver caderno
O cubo de dimensão , hipercubo ou
-cubo obtém-se do de dimensão
deslocando-o numa direcção perpendicular ao hiperplano que contém o
-cubo de uma distância igual a
, e unindo nesse processo os vértices dos dois
-cubos inicial e final por arestas.
Por exemplo, a partir do cubo tridimensional (de aresta unitária), cujos vértices, escritos numa sequência de três bits ( bitstring ) são
e
podemos obter o quadridimensional introduzindo uma quarta dimensão. Este cubo tem 16 vértices, e que são, enumerando-os:
,
e
Do cubo tridimensional passamos ao bidimensional (o -cubo ou quadrado) retirando-lhe uma das dimensões. Se for a terceira (correspondente ao bit da esquerda) ficamos com os vértices
e
.
Deste retirando-lhe mais uma dimensão ficamos com o -cubo (ou segmento), cujos vértices são o
e
Visualmente, o cubo de dimensão pode representar-se na folha de papel (no ecrã do computador), por exemplo, por

Claro que este cubo quadridimensional não existe no espaço euclidiano.
PS. Este cubo é um grafo que pode ser redesenhado e ficar numa forma que lhe seja equivalente.
pdf: ver caderno
Se tiver uma equação não linear
e pretender determinar numericamente um zero, pode utilizar o método da secante ou o de Newton que passo a expor. Pelo método de Newton partimos do valor inicial e geramos uma sucessão de valores
(
) até nos aproximarmos da solução da equação. Paramos quando chegarmos à aproximação pretendida.
A recta que passa por é dada pela equação:
que intersecta o eixo dos no ponto de abcissa
Este valor permite gerar, pelo mesmo método, o novo valor
da abcissa do ponto de cruzamento da tangente a no ponto
e assim sucessivamente:
.
Como se vê este método obriga ao cálculo da derivada da função
Exemplo: Aplique o método de Newton na determinação de
é solução de
. Temos
e
, pelo que a iteração se faz aplicando sucessivamente
Escolhendo , vem
A sucessão
A velocidade de convergência é boa:
[Actualização de 4-4-2009: incluído exemplo]
: : : : :
Do calendário dos Artistas Pintores com a boca e o pé (Março de 2009) – “Amigas” de Chris Opperman. Citação de William Blake.
Aproveito esta oportunidade para desejar um BOM 2009 a todos os visitantes e comentadores deste blogue.
pdf: ver caderno
Suponhamos que temos o integral que é função do parâmetro
A sua diferenciação baseia-se na seguinte
Proposição (regra de Leibniz): Sejam uma função real definida num rectângulo
integrável em
para cada valor real de
e
a sua derivada parcial contínua em
e
no mesmo rectângulo. A derivada do integral função do parâmetro
é dada por
Neste caso os limites de integração são constantes. A generalização a um integral do tipo
em que o parâmetro ocorre também nas funções e
dos limites de integração, é uma consequência do teorema fundamental do cálculo integral para uma função, na sua forma habitual
e nesta dela derivada
bem como da regra de derivação da função composta. A derivada passa a ser
ou
Assim
Problema: determine a derivada do integral
Resolução: neste caso e
As derivadas são
e os valores da função integranda são calculados em e
donde





RSS - Posts
Últimos Comentários e respostas