A equação de uma elipse cujos eixos coincide com os coordenados é, como se sabe,
em que e
são os semi-eixos. Assim, tem-se
A área delimitada pela elipse é o quádruplo da que se situa no 1.º quadrante; donde
A equação de uma elipse cujos eixos coincide com os coordenados é, como se sabe,
em que e
são os semi-eixos. Assim, tem-se
A área delimitada pela elipse é o quádruplo da que se situa no 1.º quadrante; donde
Problema: é a região de
definida por
Mostre que em coordenadas polares se define por
Sabe-se que:
Qual é o comprimento do seu cateto vertical?

Enunciado adaptado desta questão do MSE de user1131662. A minha resposta, utilizando métodos da geometria analítica, foi esta, em que me limito a verificar analiticamente que o comprimento é .
Haverá uma resolução puramente geométrica?
Edição de 16-02-2012: acrescentado “em que me limito … comprimento é “.
Neste meu antigo post apresentei uma dedução geométrica da fórmula de Herão da área de um triângulo, que também pode ser obtida por métodos trigonométricos:
em que é o perímetro e
e
são os lados.
Na questão recente Find the perimeter of any triangle given the three altitude lengths , no MSE, de Chris Johnson são dados os comprimentos das três alturas e
de um triângulo e pede-se um método que permita determinar o seu perímetro. André Nicolas utilizou um que aplica a fórmula de Herão da área de um triângulo. Eis uma tradução de parte da minha resposta, que segue o mesmo método.

No caso geral de um triângulo com alturas perpendiculates respectivamente aos lados
, a sua área é
. Consequentemente
,
,
, pelo que o perímetro
e o semi-perímetro
do triângulos são dados por
em que é tal que
Logo
Resolvendo em ordem a , obtemos
e finalmente o perímetro em função de e
, sendo
uma função de
, como atrás indicado:
Para o caso numérico obtém-se
.
Nos triângulos rectângulos com a mesma hipotenusa
, determinar:
1.º O lugar geométrico dos baricentros ;
2.º O lugar geométrico dos centros dos círculos inscritos.
Fonte: Exercício 70-a (Bacc. Grenoble), p. 271, de Cours de Géometrie Élémentaire de F. G. – M., 3.ª edição, 1917.
Este post é essencialmente uma adaptação e interpretação do problema A Converging Rabbit do blogue Rambling Thoughts de Moor Xu, do qual obtive a devida permissão.

Considere-se uma linha quebrada que parte da origem e que é constituída por uma sucessão de segmentos de recta cujos comprimentos formam uma sucessão geométrica de razão
e 1.º termo igual a
. Os ângulos entre os sucessivos segmentos e o semi-eixo positivo
formam uma sucessão aritmética de razão igual a
e 1.º termo igual a
, como ilustrado na figura, para
.
Como determinar as coordenadas do ponto de convergência dos segmentos de recta?
Um dos processos será considerar a série geométrica complexa de razão e primeiro termo
:
O ponto de convergência é então . A série é convergente porque
, o que justifica o cálculo anterior. Para o caso da figura tem-se
.
Se o ângulo de rotação de um segmento em relação ao anterior for , o termo geral da série passa a ser
, logo
,
, pelo que a sua soma se generaliza a:
Por exemplo, , que corresponde à situação do problema A Converging Rabbit, onde se deve determinar como solução
.
Alternativamente este problema admite uma resolução puramente geométrica. Retomo a série da 1.ª figura.
A linha azul que começa em e converge para
é uma redução de
da linha que parte de
, passa por
e converge para o mesmo
, seguida de uma rotação de
no sentido contrário ao do ponteiro do relógio, além de uma translacção. Por este motivo, o triângulo
é rectângulo em
e o cateto
. Assim, pelo teorema de Pitágoras, temos
, donde
e
. A altura
do triângulo baixada de
pode obter-se igualando a área calculada tomando como base a hipotenusa ou um dos catetos:
, isto é
. A distância
entre
e a pé da altura é tal que
, o que dá
, obtendo-se
, como atrás.
Problema: Os quatro círculos têm o mesmo raio. Determine-o no caso do triângulo medir 1 m².

Resolução de Jacques Glorieux (minha tradução):

Seja o raio dos círculos. Visto que
tem-se
. Como
é parlalelo a
, o ângulo
. Assim, o ângulo
. Logo
é um quadrado de lado
. Tem-se
.
.
.
A área de
é, portanto,
. Mas esta área
. Por este motivo
Outras resoluções por: josejuan , Prof. Paulo Sérgio.
Problem: The four circles have equal radius. Find it if the size of the triangle is 1 m².

Solution by Jacques Glorieux:

Let be the radius of the circles. We have
thus
. As
is parallel to
, angle
. Thus angle
. Thus
is a square of side
. We have
.
.
.
The area of
is thus
. But this area
. Thus
Other solvers: josejuan , Prof. Paulo Sérgio.
Sabendo que a área da figura azul é
, indique se os triângulos exteriores são iguais aos interiores e calcule a medida dos seus lados:
Figura de David Eppstein, (com Günter Ziegler e Greg Kuperberg), COMB01, Barcelona, 2001
(disponível em Polyhedra and Polytopes, Triangles and squares)
Resposta
São Iguais
Cada lado mede m
Edição de 1-10-2010: acrescentada resposta (corrigida).
Enunciado do Problema
Os quatro círculos têm o mesmo raio. Determine-o no caso do triângulo medir 1 m².

Problem Statement
The four circles have equal radius. Find it if the size of the triangle is 1 m².
O Professor Timothy Gowers (Medalha Fields 1998) escreveu o livro cuja tradução portuguesa é Matemática Uma Breve Introdução, que comecei a ler. No Prefácio escreve «A noção de espaço de Hilbert ilumina de tal forma a matemática contemporânea, (…), que, quem a desconhecer, não pode pretender possuir uma educação matemática superior». Explica de seguida como para «poder compreender o que é um espaço de Hilbert, é necessário previamente aprender toda uma hierarquia de conceitos». Aconselha o pensamento abstracto, de que trata no capítulo dos «Números e abstracção».

No capítulo «Demonstrações» apresenta a da irracionalidade de , em vários passos, cada vez mais pormenorizados.
Reproduzo a do teorema de Pitágoras:

Enunciado do desafio :: Challenge statement
Os arcos de circunferência a grosso verdes e azuis têm o mesmo comprimento. A soma das áreas delimitadas pelos arcos e linhas a grosso azuis é igual à soma das áreas delimitadas pelos verdes? Justifique.
Nota: os diâmetros são perpendiculares.

The thick green and blue circle arcs have the same lengths. Does the sum of the areas limited by the thick blue arcs and lines equal the sum of the areas limited by the green ones? Justify.
Remark: the diameters are perpendicular.
Solution by Jacques Glorieux:

Let’s denote by the angle
and by
the angle
.
The area of the green trapezium (trapezoid) is :
The area of the green trapezium (trapezoid) can easily be obtained by replacing
by
in
:
By summing and
, we obtain the area of the two green trapezia (trapezoids):
, which is not dependant on angle
.
If we look at the original drawing, we see that the blue figure is just a particular case of the green one when .
The sum of the areas of the two blue trapezia (trapezoids) is thus the same as the sum of the areas of the two green trapezes.
As the total green (blue) area is equal to the sum of the areas of the two green (blue) trapezia (trapezoids) plus twice the area under one of the chord (i.e. ), the green and the blue areas are equal.
[Correction of May 12, 2010: trapezium (trapezoid), trapezia (trapezoids) instead of trapeze, trapezes A. Tavares]
* * *
Resolução de Jacques Glorieux:
Designemos por o ângulo
e por
o ângulo
.
A área do trapézio verde é:
A área do trapézio verde pode obter-se facilmente substituindo
por
em
:
Somando e
, obtemos a área dos dois trapézios verdes:
, que não depende do ângulo
.
Se observarmos o desenho original, vemos que a figura azul é o caso particular da verde para .
A soma das áreas dos dois trapézios azuis é por isso a mesma que a da soma das áreas dos dois trapézios verdes.
Como o total das áreas verdes (azuis) é igual à soma das áreas dos dois trapézios verdes (azuis) mais o dobro da área sob uma corda (i.e. ), as áreas verdes e azuis são iguas.
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