Admitamos que temos uma curva paramétrica definida pelas funções
e
e que pretendemos determinar o seu comprimento entre e
. Dividamos o intervalo
em
sub-intervalos
, em que
,
e
, e unamos os pontos
,
por uma linha poligonal inscrita na curva paramétrica. O comprimento desta linha é dado por
.
Se existir a curva é rectificável entre
e
, sendo este limite o seu comprimento. Se existirem as derivadas
e
, e forem contínuas, em
, pelo teorema do valor médio (ou de Lagrange) haverá
números reais
e
tais que
.
No processo de passagem ao limite, este somatório transforma-se no integral
que nos dá o comprimento do arco de curva entre e
.
No caso particular de obtemos
.
Repito agora o cálculo do perímetro da astróide apresentado nesta entrada
Exemplo: a hipociclóide é a curva descrita por um dado ponto de uma circunferência que rola, sem escorregar, interiormente sobre outra. Se o raio da circunferência exterior for quádruplo do da interior, a curva é conhecida por astróide e as suas equações paramétricas são
e a cartesiana,
.
O gráfico, para , é o seguinte
Sabe-se que se a derivada de uma função real existir e for contínua no intervalo
, o gráfico de
é rectificável e o seu comprimento
, entre os dois pontos de abcissa
e
, é dado por
(1)
ou, se forem funções reais da variável real
,
com primeira derivada contínua, então
(2).
Determine o perímetro da curva representada ().
Resolução:
O perímetro da curva, por ser simétrica em relação aos dois eixos, é quatro vezes o valor do integral seguinte
;
logo
.
Edição de 16.02.10: aperfeiçoado o texto.










