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Let . Show that
and
.
Let . If
, show that
.
Hints: for the first two identities use the formula proved here. As for the last one evaluate the beta function value B and by means of an appropriate change of variable find a relation between B
and B
.
PS. Listed in the Carnival of Mathematics #56. See pingback in the 1st comment.
Como exercício simples do método de indução podemos demonstrar que
De facto substituindo em
por
, ficamos com
,
que vemos ser verdadeiro, visto que da equação funcional da função gama
se obtém, para
.
Admitimos agora que
e fazemos, na equação funcional, . Como vem sucessivamente
demonstra-se desta forma o passo de indução.
Actualização de 1.08.09: incluída figura
De
e
obtemos, por soma
e, por subtracção
Em vez dos métodos usuais da trigonometria é possível verificar uma identidade trigonométrica que seja uma fracção racional em e
utilizando estas substituições. Este é um dos métodos indicados neste post de Annoying Precision.
Exemplo: Demonstrar a seguinte identidade
Então fazendo as substituiçoes no primeiro membro, teremos
e, no segundo
Assim, para que a identidade seja verdadeira é condição suficiente que seja verdadeira a seguinte
ou, visto que e
, as identidades sucessivas
Como esta identidade é verdadeira, conclui-se que as anteriores, incluindo a do exemplo são igualmente verdadeiras.
Exercício: Verifique a seguinte identidade trigonométrica
usada, na forma da desigualdade
,
por De la Vallée Poussin num passo da demonstração do teorema dos números primos
Seguindo o mesmo procedimento
,
ou
,
e
tem-se agora
ou, após simplificação
Adenda de 2.08.09:
Problema: utilize este método para demonstrar que
isto é
Por este processo também é fácil verificar se certas igualdades trigonométricas são identidades ou equações. Por exemplo, veja se a igualdade seguinte é ou não uma identidade:
Muitas vezes uma série é telescópica, mas nem sempre é fácil reconhecer esse facto.
Exercício: Sejam e
respectivamente
e
.
Mostre que .
Resolução: a única dificuldade é mostrar que a série é telescópica. Vamos aproveitar a identidade trigonométrica provada neste problema:
.
Dela obtém-se
,
fazendo a substituição ( equivalente a
). Assim, temos
donde
.
Pondo e atendendo à relação algébrica
chegamos efectivamente à série telescópica
Repetindo, muitas vezes uma série é telescópica, mas nem sempre é fácil reconhecer esse facto. Com este exemplo pretendi ilustrar uma situação de dificuldade intermédia, avaliação que é claramente subjectiva porque depende muito de resultados anteriores que se conhecem ou não: neste caso, uma identidade trigonométrica.
Admitamos que uma dada função real é contínua no intervalo
e diferenciável em
. Pelo teorema de Rolle, se
, existe um ponto
tal que
. Como é sabido a interpretação geométrica é que entre os pontos
e
do gráfico de
há pelo menos uma tangente horizontal. Por exemplo, consideremos a função
no intervalo
. Neste caso, em que
e as condições da hipótese do teorema se verificam, deve haver um
tal que
. Como
vemos que
.
Antes de expor a aplicação em toda a sua generalidade, vejamos primeiro duas situações particulares. Uma, com e
. Continua a ser
. Mas
Pelo mesmo teorema existe algum ponto em
onde
. Como
,
deve ser a raiz de
Podemos dar uma interpretação gráfica a este resultado: há pelo menos um ponto entre e
do gráfico de
cuja tangente tem um declive igual ao triplo do valor de
nesse ponto. Para esta função
esse ponto é facilmente calculável
Generalizando um pouco, se e alterarmos
para
obtemos tal que
Finalmente eis a aplicação de maior generalidade, cuja forma de resolução é a sugerida na Referência.
Seja uma função real definida em
e diferenciável em
; se
, então qualquer que seja o real
, existe um ponto
tal que
.
Consideremos um
arbitrário e a função
. Como
não se anula qualquer que seja o real
, os zeros de
são os de
, o que nos permite afirmar que
.
Sendo diferenciável em
, é contínua neste intervalo, pelo que
também é contínua e diferenciável para todo o
, logo verificam-se as condições de aplicação à função
do teorema de Rolle. Assim existe um ponto
em
onde
. Mas a derivada de
é a função
donde, pelo mesmo motivo atrás indicado em relação aos zeros de e de
, haverá um zero de
que ocorre quando
o que justifica a afirmação enunciada.
O é arbitrário, o que nos permite apenas afirmar que qualquer que seja
existe um
tal que
, sem saber em geral a relação entre
e
. A interpretação geométrica deste resultado é a de que no gráfico de uma função
, nas condições enunciadas, há pelo menos um ponto entre
e
cuja tangente tem um declive que é um múltiplo arbitrário do valor de
nesse ponto.
Nota: informaram-me que a aplicação apresentada será um exercício de Curso de Análise, vol.1, de Elon Lages Lima.




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