Problemas Teoremas

Março 20, 2012

Conferências da F C Gulbenkian — Matemática: A Ciência da Natureza

Filed under: Ciência,Divulgação,Gulbenkian,Matemática,Notícia — Américo Tavares @ 7:24 pm
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Com pedido de divulgação recebi por mail informacões sobre o ciclo de Conferências da Fundação Calouste Gulbenkian Matemática: A Ciência da Natureza.

« Temos o gosto de convidar V. Exa. para participar na conferência Ter muitas ideias, e a coragem de deitar quase todas fora, que será proferida pelo Prof. Doutor Dinis Pestana (da Universidade de Lisboa) e terá lugar no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, no próximo dia 28 de Março p.f., às 18h00.

Junto enviamos o resumo e o currículo do Prof. Doutor Dinis Pestana.

Poderá ter acesso a todas as informações relativas ao ciclo de conferências no site: http://www.gulbenkian.pt/matematica2012 e assistir em direto através do site www.livestream.com/fcglive.
http://www.facebook.com/servicodecienciafundacaocaloustegulbenkian »

Resumo

« A construção do conhecimento científico não está isenta de erros. Ideias como o geocentrismo, a indivisibilidade do átomo (a própria palavra significa “não divisível”), ou o flogisto, ilustram bem que convicções erradas podem iludir muitos, e por muito tempo.

Mas uma das características mais nobres da Ciência é ser revisível, é a capacidade de constantemente questionar para aprofundar o conhecimento, e para banir o que pareceu conhecimento mas afinal estava errado. Atualmente, a capacidade de falsear conjeturas que não são, afinal, verdadeiras, é uma das características mais marcantes do que se considera a metodologia da investigação científica, nomeadamente nas ciências experimentais.

A construção da Ciência é um empreendimento coletivo, em que muitos têm contribuições modestas, mas cuja acumulação prepara os grandes saltos no conhecimento. Por outro lado, ideias ousadas, que inicialmente quase parecem insensatas, revolucionam a forma como concebemos e explicamos tudo aquilo que nos rodeia.

É frequente ideias geniais verdadeiramente revolucionárias serem inicialmente encaradas com desconfiança. Na verdade, na moderna metodologia da investigação científica, TODAS as conjeturas que vão ser investigadas devem ser olhadas com desconfiança. Só se se provar que muito provavelmente a sua negação é inverosímil essas conjeturas ganham o direito a ser transitoriamente acolhidas como merecedoras de investigação continuada.

Assim, o bom cientista deve ter o desprendimento, a coragem, de fazer as indagações que possam falsear as suas hipóteses, no caso de elas não serem um progresso verdadeiro. A consequência disso é que das ideias que os cientistas vão tendo pouco sobra — como na mineração, em que de toneladas de ganga se extrai porventura 1g de rádio.

Quando foi anunciada a concessão de um prémio Nobel a Linus Pauling, um jornalista perguntou-lhe o que é necessário para ganhar esse prestigioso prémio. A resposta notável foi: “ter muitas ideias, e a coragem de deitar quase todas fora”.

A Estatística é atualmente uma ciência multifacetada, que usa a linguagem da Probabilidade para avaliar se as hipóteses sob investigação são de facto meritórias. Mais do que isso, a Estatística criou uma disciplina científica de como planear experiências, para obtenção de informação relevante que nos permita analisar questões porventura complexas, e tomar decisões adequadas em situações em que é inevitável lidar com alguma dose de incerteza. De facto, a Estatística converteu incerteza e acaso em aliados, em vez de inimigos, na aventura da criação do conhecimento.

Discutimos alguns exemplos, não esquecendo alguns que mostram que a Estatística também pode ser mal usada. »

Currículo

« Dinis Duarte Ferreira Pestana
Licenciado em Matemática Pura, Universidade de Lisboa, 1972 (17 valores). Doutorado em Sheffield, UK, em 1978, sob orientação do Prof. D. N Shanbhag (Contributions to Unimodality, Infinite Divisibility and Related Topics). Provas de Agregação em Matemática Aplicada, Universidade de Lisboa, 1983.Carreira docente na FCUL, Secção de Matemática Aplicada (até 1983) e Departamento de Estatística da FCUL (desde 1983), sendo Professor Catedrático desde 1986 até à data de aposentação (Novembro de 2010). Lecionou sobretudo Probabilidade, Estatística, Bioestatística, Análise Numérica, e colaborou com diversas instituições de ensino superior. Orientou 18 doutoramentos. Dirigiu o projeto Measuring the Real World, e atualmente dirige o projeto Probabilidade, Modelação e Análise de Dados, no Centro de Estatística e Aplicações da Universidade de Lisboa.»

« Próximas conferências:

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18 Abril 2012 | 18h00
Geometria com dobras de papel: como o origami bate Euclides
Ana Rita Pires
Cornell University

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16 Maio 2012 | 18h00
Como rodopia um pião, e porquê
Eduardo Marques de Sá
Universidade de Coimbra

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6 Junho 2012 | 18h00
A Teoria do Caos: de Homer Simpson ao futuro do Planeta
M. Paula Serra de Oliveira
Universidade de Coimbra

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24 Outubro 2012 | 18h00
A linguagem secreta do Universo
José Natário
Universidade Técnica de Lisboa

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14 Novembro 2012 | 18h00
Trigamia intelectual: Poincaré, Hamilton e Perelman
André Neves
Imperial College

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12 Dezembro 2012 | 18h00
A Matemática, o Universo e tudo o resto
Jorge Buescu
Universidade de Lisboa
________________
Informações | Serviço de Ciência | Fundação Calouste Gulbenkian
Av. de Berna 45 A, 1067-001 LISBOA
T. 21 782 35 25
E. matematica2012@gulbenkian.pt
W. www.gulbenkian.pt/matematica2012
F. http://www.facebook.com/servicodecienciafundacaocaloustegulbenkian

Novembro 10, 2010

Ciclo de Conferências Gulbenkian Image in Science and Art

Filed under: Ciência,Divulgação,Gulbenkian — Américo Tavares @ 4:05 pm
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   Informação recebida da Fundação Calouste Gulbenkian, com pedido de divulgação:

        « A Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com o Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, promove um ciclo internacional de conferências intitulado Image in Science and Art, que terá início a 17 de Novembro, às 18.00, com a conferência “Taking it on Trust” in Images of Nature e que será proferida por Martin Kemp, reconhecido investigador da obra de Leonardo da Vinci.

Martin Kemp dedica-se ao estudo de imagens na arte e na ciência desde a Renascença até aos dias de hoje. É autor do livro Leonardo da Vinci que lhe valeu o Prémio Mitchell. Foi curador da exposição Leonardo da Vinci, na Hayward Gallery de Londres. É organizador e co-autor do livro The Oxford History of Western Art.

 Ciclo de Conferências Image in Science and Art

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN |AUDITÓRIO 2 | 18.00

 CONFERÊNCIA INAUGURAL
    17 Novembro 2010 | 18.00
    “Taking it on Trust” in Images of Nature
    Martin Kemp

 PRÓXIMAS CONFERÊNCIAS:

15 Dezembro 2010 | 18.00
    The Problem of a Picture of an Atom
    Christopher Toume

19 Janeiro 2011| 18.00
    Visiting Time: The Renegotiation of Time through Time-Based Art
    Boris Groys

2 Fevereiro 2011 | 18.00
    Functional Images of the Brain: Beauty, Bounty, and Beyond
    Judy Illes

 Tradução simultânea

    INFORMAÇÕES:

Rita Rebelo de Andrade

| SERVIÇO DE CIÊNCIA | FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

 Av. de Berna, 45 A — 1067-001 LISBOA

T. 21 782 35 25 |

E. scienceandart@gulbenkian.pt |

 www.gulbenkian.pt

W. www.gulbenkian.pt/scienceandart

Videodifusão | http://live.fccn.pt/fcg  »

Maio 16, 2010

Conferências Gulbenkian A Matemática e os seus Encantos — Ultra-Secreto! A Matemática nas Comunicações Confidenciais, 19 de Maio de 2010

Filed under: Ciência,Gulbenkian,Matemática — Américo Tavares @ 10:22 pm
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Informação recebida da Gulbenkian por mail, com pedido de divulgação:

« Como é certamente do conhecimento de V. Exa., o Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian realiza de Abril a Junho de 2010 um ciclo de conferências subordinado ao tema A MATEMÁTICA E OS SEUS ENCANTOS, no qual participarão reconhecidos cientistas portugueses.

A próxima conferência — Ultra-Secreto! A Matemática nas Comunicações Confidenciais – terá lugar no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian no próximo dia 19 de Maio, pelas 18h00, e será proferida pelo Prof. Doutor António Machiavelo, da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Junto enviamos o resumo e o currículo do Prof. António Machiavelo.

Aproveitamos a oportunidade para apresentar os melhores cumprimentos.

Rita Rebelo de Andrade » (mais…)

Abril 13, 2010

Ciclo de Conferências Gulbenkian — A Matemática e os seus encantos, Prof. Doutor Jorge Picado — 21 de Abril

Filed under: Ciência,Gulbenkian,Matemática — Américo Tavares @ 9:13 pm
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Informação recebida da Gulbenkian por mail, com pedido de divulgação:

« Temos o gosto de informar V. Exa. que no próximo dia 21 de Abril (quarta-feira), às 18h00, terá início na Fundação Calouste Gulbenkian um ciclo de conferências subordinado ao tema A Matemática e os seus encantos, no qual participarão reconhecidos cientistas portugueses. »

«  A primeira conferência deste ciclo será proferida pelo Prof. Doutor Jorge Picado, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, na qual teríamos muito prazer que estivesse presente.

Para mais informações poderá consultar o site www.gulbenkian.pt/matematica.encantos
            
  ∙  21 ABRIL 2010 | 18h00

    A Beleza Matemática das Conchas Marítimas
    Jorge Picado, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra
   
  ∙  19 MAIO 2010 | 18h00

    Ultra-Secreto! A Matemática nas Comunicações Confidenciais
    António Machiavelo, Faculdade de Ciências, Universidade do Porto
   
  ∙  23 JUNHO 2010 | 18h00

    Simetria Passo a Passo
    Ana Cannas da Silva, Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa » (mais…)

Fevereiro 20, 2010

Conferência Nas Fronteiras da Gravitação, por Vitor Cardoso (última do ciclo Nas Fronteiras do Universo)

Filed under: Divulgação,Física,Gulbenkian,Notícia — Américo Tavares @ 9:04 am
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Informação recebida por mail da F. C. Gulbenkian

 

NAS FRONTEIRAS DA GRAVITAÇÃO | VITOR CARDOSO | 24 Fevereiro 2010 | 18h00

« A Relatividade Geral de Einstein é tida como um dos maiores feitos do pensamento humano. Nesta sessão vamos falar um pouco sobre o que esta teoria é, e o que nos diz acerca do mundo que nos rodeia. Vamos também debruçar-nos sobre algumas das previsões mais fantásticas, como buracos negros e ondas gravitacionais, passando pelas lentes gravitacionais.

Vitor Cardoso é investigador no Instituto Superior Técnico (IST), onde trabalha no CENTRA – Centro Multidisciplinar de Astrofísica. É também professor-adjunto na Universidade do Mississippi. Foi investigador de pós-doutoramento nas Universidades de Coimbra, Washington em St. Louis, e Mississippi.

Recebeu em 2002 e em 2005 o Prémio de Estímulo à Investigação da Fundação Calouste Gulbenkian pelo seu trabalho sobre buracos negros e em 2008 o Prémio Jovem Investigador UTL/ Caixa Geral de Depósitos, na área de Física.

Em 2008-2009 foi cientista Fulbright no Mississippi e é actualmente membro da colaboração científica do LIGO. A sua pesquisa incide principalmente sobre buracos negros, fontes de ondas gravitacionais e a sua detecção, e também sobre efeitos gravitacionais em colisões relativistas.  

Fundação Calouste Gulbenkian | Auditório 2

Transmissão directa nos espaços adjacentes 

Videodifusão | http://live.fccn.pt/fcg/

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência,  Fundação Calouste Gulbenkian

fronteiras.universo@gulbenkian.pt »

Outubro 30, 2008

Conferência Gulbenkian – Evolução e Desenvolvimento: Variações a dois Tempos e Muitas Cores

Filed under: Ciência,Divulgação,Gulbenkian,Notícia — Américo Tavares @ 7:48 pm
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INFORMAÇÃO RECEBIDA DA GULBENKIAN COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO 

« O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian  (Av. de Berna, 45 A)  a conferência  – EVOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO: VARIAÇÕES A DOIS TEMPOS E MUITAS CORES –  que terá lugar no dia 5 de Novembro, às 18h00, e será proferida pela Profª. PATRÍCIA BELDADE da Universidade de Leiden e do Instituto Gulbenkian de Ciência.   (…) leia o resto »

Julho 14, 2008

Conferência na Fronteira da Ciência – Prof. Doutor José Manuel Afonso – 16 de Julho – Fundação Calouste Gulbenkian – Auditório 2 – 18h00

Filed under: Ciência,Divulgação,Gulbenkian,Notícia — Américo Tavares @ 6:05 pm
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INFORMAÇÃO RECEBIDA DA GULBENKIAN COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO 

 «  O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Ciência Viva, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian  (Av. de Berna, 45 A)  a  conferência  – NA FRONTEIRA DO UNIVERSO: EM BUSCA DO FIM DA IDADE DAS TREVAS  que terá lugar no dia 16 de Julho (quarta-feira), às 18h00, e será proferida pelo Prof. Doutor José Manuel Afonso, do Observatório Astronómico de Lisboa.   (…) 

Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/  e enviar as suas questões (fronteiradaciencia@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão. Outras informações relativas a esta iniciativa estão disponíveis no site www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia .

 Junto tenho o gosto de enviar o texto introdutório do Prof. João Caraça, Director do Serviço de Ciência, bem como o currículo do Prof. Doutor José Manuel Afonso  e o resumo  da conferência.

 Com os melhores cumprimentos.  

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência

E. – randrade@gulbenkian.pt

T. (00351) 21782 3525 /F. (00351) 21782 3019 »

Anexos:

 Na Fronteira da Ciência

A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.
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Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.
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A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.
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A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva. 

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NA FRONTEIRA DO UNIVERSO: EM BUSCA DO FIM DA IDADE DAS TREVAS

JOSÉ MANUEL AFONSO

Após milhares de anos a estudar o céu, numa história que é tão velha como o próprio Homem, encontramo-nos hoje prestes a assistir a uma revolução no conhecimento. Pela primeira vez, o Homem prepara-se para observar o nascimento da primeira luz do Universo, e finalmente compreender como se deu a formação das primeiras estruturas do Cosmos. Sabemos que pouco após o Big Bang, uma escuridão fundamental se terá instalado. Sabemos também que hoje o Universo é rico em luz, sendo as estrelas uma das suas origens.

 

Como se deu a transição da “Idade das Trevas” para a “Idade da Luz”? Quais foram os primeiros faróis do grande oceano cósmico? Utilizando uma nova geração de telescópios e de instrumentação astronómica, com capacidades nunca antes havidas, pensamos estar perto de os revelar.

Nesta conferência apresentarei a forma como a Astronomia se dirige, inexoravelmente, para a revelação que marcará uma época, discutindo os obstáculos que existem e como se espera que sejam ultrapassados nos anos mais próximos.

16 de Julho de 2008

José Afonso

nasceu a 13 de Dezembro de 1974, em Lisboa.

Graus e Prémios académicos             
  • 2002 Ph.D in Astrophysics, Universidade de Londres;
  • 2000 Prémio Valerie Myerscough da Universidade de Londres;
  • 1998 Mestrado em Astronomia e Astrofísica, Universidade de Lisboa;
  • 1997 Distinção no Programa Gulbenkian de Estímulo à Investigação;
  • 1996 Prémio do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa;
  • 1996 Licenciatura em Física, Universidade de Lisboa;

Posição actual
Investigador Auxiliar, Observatório Astronómico de Lisboa
Área de Investigação Principal 
Formação e evolução de galáxias.
 Actividades de interesse científico ou académico
  • Autor de mais de trinta artigos em revistas científicas com referee.
  • Investigador Principal ou co-Investigador em mais de vinte propostas para tempo de observação em observatórios internacionais, totalizando cerca de mil horas de tempo de observação concedido.
  • Presidente do European Science Advisory Committee para o projecto ALMA.
  • Coordenação de projectos de investigação internacionais em astronomia.
  • Avaliador de projectos de investigação: PPARC (UK), XMM-Newton (ESA).
  • Avaliador de publicações científicas em duas revistas da especialidade, The Astrophysical Journal (2006/2007) e Journal of Astronomy and Astrophysics (2005/2007).Avaliador de publicações científicas em duas revistas da especialidade, The Astrophysical Journal (2006/2007) e Journal of Astronomy and Astrophysics (2005/2007)

Junho 17, 2008

Conferência Gulbenkian do ciclo ‘Na Fronteira da Ciência’ – Aquecimento Global: a Caminho da Autodestruição ou da Engenharia Climática Planetária

Filed under: Ciência,Divulgação,Gulbenkian,Notícia — Américo Tavares @ 8:17 am
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INFORMAÇÃO RECEBIDA DA GULBENKIAN COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO:

« O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Ciência Viva, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian  (Av. de Berna, 45 A)  a conferência  – AQUECIMENTO GLOBAL: A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO OU DA ENGENHARIA CLIMÁTICA PLANETÁRIA  que terá lugar no dia 18 de Junho, às 18h00, e será proferida pelo Prof. Doutor Ricardo Aguiar, do INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação.   Teria muito gosto em que estivesse presente nesta iniciativa.

Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/  e enviar as suas questões (fronteiradaciencia@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão. Outras informações relativas a esta iniciativa estão disponíveis no site www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia .

Junto tenho o gosto de enviar o texto introdutório do Prof. João Caraça, Director do Serviço de Ciência, bem como o currículo do Prof. Doutor Ricardo Aguiar  e o resumo  da conferência.

Com os melhores cumprimentos.  

Rita Rebelo de AndradeServiço de Ciência

E. – randrade@gulbenkian.pt

T. (00351) 21782 3525 /F. (00351) 21782 3019 »

Anexos:

Na Fronteira da Ciência

A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.

Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.

A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.

A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva.

João Caraça

AQUECIMENTO GLOBAL: A CAMINHO DA AUTODESTRUIÇÃO OU DA ENGENHARIA CLIMÁTICA PLANETÁRIA

RICARDO AGUIAR

As alterações climáticas provocadas pela Humanidade já não se limitam a fenómenos locais ou regionais como o smog e as chuvas ácidas. Alcançam agora todo o Planeta: redução da camada de ozono estratosférica, aquecimento global, acidificação dos oceanos. Isto parece provar a nossa ignorância e irresponsabilidade face aos complexos equilíbrios ambientais, o que acabará por conduzir à catástrofe esta nossa sociedade global que tem vindo a ser desenhada desde o Renascimento. Parece que as mudanças ambientais já várias vezes tiveram esse efeito na História, desde a Mesopotâmia à Civilização Maia.

Se a degradação da camada de ozono com radiação UV mais intensa se manifesta especialmente em zonas circumpolares ainda bastante remotas, já o aquecimento global atinge a maior parte da população. No Mundo e em Portugal os impactos do aquecimento ainda modesto registado no século XX já são visíveis. Guerras como as do Darfur ou mesmo da Palestina podem ser interpretadas já como guerras ambientais. Ora os impactos que se avizinham são muito maiores – e em parte substancial inevitáveis. Por um lado porque não é possível alterar bruscamente a maneira como a Humanidade usa a energia e os recursos naturais, de maneira a cessar rapidamente a emissão de gases com efeito de estufa. E, por outro lado, porque mesmo que isso fosse exequível já não reconduziria à situação anterior à Revolução Industrial, devido à existência de grandes inércias e à perturbação entretanto já introduzida nos sensíveis equilíbrios dos reservatórios de carbono na Biosfera, Atmosfera e Hidrosfera.

Contudo, outras civilizações da História conseguiram mudar e assim ultrapassar crises ambientais, como o povo Chumash da Califórnia. A nossa própria sociedade já mostrou alguma eficácia, ao conseguir conter e, cremos, reverter a degradação da camada de ozono. Podemos ver isso como um primeiro êxito de engenharia climática planetária. O aquecimento global é um desafio mais sério, pois envolve mais actores, toca em controversas questões de equidade internacional e exige uma mais aguda consciência da responsabilidade de cada geração com as seguintes. Em todo o caso as abordagens de ataque ao problema concorrem com outros objectivos identificados como necessários à sustentabilidade, desde a conservação da biodiversidade à segurança do abastecimento energético, da redução da poluição ao desenvolvimento humano justo. Melhoria de comportamentos, de regulamentos e de tecnologia formam um triângulo virtuoso que permite ter esperança no sucesso.

Estamos realmente nas fronteiras da Ciência quando para fundamentar e tornar operacional no concreto a mitigação das alterações climáticas necessitamos perspectivar o que irá suceder – através da prospectiva quantitativa, que recorre à complexa modelação de milhares de aspectos do futuro, do Clima à Sociedade e à Tecnologia. E é mesmo tentar ultrapassar os limites ao considerar que algumas das ambiciosas soluções técnicas que vamos adoptar, como o sequestro de carbono em formações geológicas, poderão um dia servir-nos para estabilizar o Clima face às flutuações cíclicas da actividade solar e às variações astronómicas lentas da órbita da Terra. Ou mesmo ensinar-nos algo sobre como “terraformar” a atmosfera dos planetas Marte e Vénus!

18 de Junho de 2008 

Ricardo Jorge Frutuoso de Aguiar é licenciado em Física (Ciências Geofísicas) e doutorado em Física (Meteorologia), tendo trabalhado em múltiplas áreas de contacto entre a Geofísica, a Engenharia e a Tecnologia, com realce para o desempenho de sistemas de energias renováveis (solar, eólica, ondas) e a eficiência energética em edifícios. Adquiriu também larga experiência em modelação e cenarização sócio-económica e tecnológica, no contexto de estudos de prospectiva energética e de impacto, adaptação e mitigação das alterações climáticas.

Maio 16, 2008

Conferência Prof. João Caraça – Leonardo: A Curiosidade Infinita – 20 de Maio – 3ª feira – 18H00

Filed under: Ciência,Gulbenkian — Américo Tavares @ 9:11 pm
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Informação recebida da GULBENKIAN, com pedido de divulgação:

« Debate final com a participação de EDUARDO LOURENÇO 

 Leonardo: A Curiosidade Infinita

Fundação Calouste Gulbenkian / Auditório 2

20 de Maio / 18h00

Nascido entre o aparecimento da imprensa na Europa e a queda de Constantinopla, Leonardo foi a individualidade que melhor interpretou o espírito dos novos tempos que nessa época dealbavam. Na sequência de Arquimedes e dos grandes engenheiros e arquitectos da renascença cultivou como ninguém o método geométrico e mecânico de investigação da realidade. Leonardo ultrapassou os antigos em todos os domínios em que exprimiu o seu génio: da pintura ao desenho, da hidráulica à anatomia, a mecânica ao voo, da óptica à astronomia, tendo inclusivamente deixado nos seus cadernos as primeiras instruções conhecidas de construção de telescópios – cem anos antes de Galileu. Com Leonardo a arte afasta-se definitivamente da descoberta ou do reflexo de um outro mundo (divino) para passar a representar a profundidade e a riqueza da criação humana. O culto do rigor da observação e do registo da experimentação fazem de Leonardo um precursor da ciência moderna. A procura da perfeição e o estudo da mudança são as duas faces de uma mesma moeda que Leonardo fez rodar incansavelmente durante toda a sua vida. Ficou-nos, felizmente, o segredo desse motor: uma curiosidade infinita.

 
 
João Caraça
 

 

Transmissão directa através do site: http://live.fccn.pt/fcg/

Questões e comentários: leonardodavinci@gulbenkian.pt

(…)

http://www.leonardodavinciogenio.com

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência  -  Fundação Calouste Gulbenkian

 E. – leonardodavinci@gulbenkian.pt

T. (00351) 21782 3525 /F. (00351) 21782 3019  » 

Maio 12, 2008

Conferência na Gulbenkian: O Papel Revolucionário da Nanotecnologia e das Células Estaminais na Medicina Regenerativa

Filed under: Ciência,Gulbenkian — Américo Tavares @ 5:43 pm
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Informação recebida da GULBENKIAN, com pedido de divulgação:

 
 « O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Ciência Viva, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian  (Av. de Berna, 45 A)  a conferência  – O Papel Revolucionário da Nanotecnologia e das Células Estaminais na Medicina Regenerativa –  que terá lugar no dia 14 de Maio, às 18h00, e será proferida pela Profª Doutora Manuela Gomes do IBB – Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia, Universidade do Minho. (…)
 
 
Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/  e enviar as suas questões (fronteiradaciencia@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão. Outras informações relativas a esta iniciativa estão disponíveis no site www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia .
 

 

Junto tenho o gosto de enviar o texto introdutório do Prof. João Caraça, Director do Serviço de Ciência,

 
Na Fronteira da Ciência
A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.

Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.

A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.

A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva.

João Caraça

bem como o currículo da Profª Doutora Manuela Gomes  e o resumo  da conferência.

 

MANUELA GOMES

É co-orientadora de vários alunos de Mestrado e de Doutoramento. Foi duas vezes galardoada com o prémio da Sociedade Americana de Biomateriais (Student Travel and Professional Development Award).

É autora de vinte e dois artigos publicados em revistas internacionais e de dezasseis capítulos de livros. Desenvolve o seu trabalho como investigadora no grupo 3B´s, centrado no estudo da funcionalidade in vivo e criopreservação de materiais híbridos, obtidos por estratégias de engenharia de tecidos, para regeneração de osso e cartilagem, utilizando células estaminais isoladas a partir de diferentes fontes. Recentemente foi contratada como Professora Auxiliar Convidada no âmbito do programa MIT-Portugal.

 

O PAPEL REVOLUCIONÁRIO DA NANOTECNOLOGIA

E DAS CÉLULAS ESTAMINAIS NA MEDICINA REGENERATIVA

 

 

MANUELA GOMES

 

A Engenharia de Tecidos é uma área científica recente mas em franca expansão. Os desenvolvimentos conseguidos nesta área têm contribuído significativamente para diversos avanços no campo da Medicina Regenerativa. Esta ciência interdisciplinar combina os conhecimentos de áreas tão distintas como a Engenharia de Materiais e as Ciências da Vida, com a finalidade de desenvolver substitutos sintéticos para tecidos humanos. Para se atingir este objectivo utilizam-se, de uma forma genérica, combinações específicas de células e de materiais de suporte tridimensionais com propriedades adequadas, gerando um material híbrido (constituído por um componente biológico – as células – e um componente sintético – o material de suporte) cujas características podem ainda ser moduladas através do sistema de cultura usado. Os recentes avanços da Nanotecnologia têm também proporcionado desenvolvimentos significativos na área da engenharia de tecidos. De uma forma genérica, a Nanotecnologia refere-se a um campo da ciência e da tecnologia aplicada, no qual o controlo da matéria é efectuado ao nível molecular. De facto, as recentes investigações na área de materiais micro e nanoestruturados para aplicações na Engenharia de Tecidos têm-se baseado na premissa que estes nanomateriais e nanoestruturas podem ser sintetizados e funcionalizados em dimensões semelhantes às dos constituintes dos próprios tecidos a regenerar.

 

14 de Maio de 2008

(…)

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência

E. – randrade@gulbenkian.pt

T. (00351) 21782 3525 /F. (00351) 21782 3019 »

 

 

 

 

  

Abril 26, 2008

Ciclo de Conferências Gulbenkian “Leonardo Da Vinci”; Prof. Jorge Calado, 29 de Abril

Filed under: Ciência,Gulbenkian — Américo Tavares @ 9:15 am
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   Informação recebida da GULBENKIAN, com pedido de divulgação 

LEONARDO: O HOMEM IMPERFEITO,  29 de Abril, Terça-feira, 18h00, Auditório 2, Jorge Calado, Universidade Técnica de Lisboa,

 CICLO DE CONFERÊNCIAS: LEONARDO DA VINCI, no âmbito da exposição Leonardo da Vinci – o Génio (Museu Nacional de História Natural).

Entrada Livre. 

VIDEODIFUSÃO: http://live.fccn.pt/fcg/

 

Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência

E. – randrade@gulbenkian.pt

T. (00351) 21782 3525 /F. (00351) 21782 3019

 

 

Abril 12, 2008

Conferência na Gulbenkian “O ‘Nascimento’ da Célula: Uma Visita Guiada Através Do Microscópio

Filed under: Ciência,Gulbenkian — Américo Tavares @ 10:08 am
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Com pedido de divulgação recebi da Gulbenkian a seguinte informação por e-mail

« O Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian, em colaboração com a Ciência Viva, realiza no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Av. de Berna, 45 A) a conferência – O “NASCIMENTO” DA CÉLULA: UMA VISITA GUIADA ATRAVÉS DO MICROSCÓPIO – que terá lugar no dia 16 de Abril p.f., às 18h00, e será proferida pelo Prof. Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular, Universidade do Porto. (…).

Junto tenho o gosto de enviar o texto introdutório do Prof. João Caraça, Director do Serviço de Ciência, bem como o currículo do Prof. Prof. Hélder Maiato e o resumo da sua conferência . »

 

Na Fronteira da Ciência

A ciência dedica-se ao estudo dos fenómenos da natureza e das suas interacções. Sendo o universo infinito, o processo de o apreendermos, acompanhando o progresso da ciência, não pode parar nem retroceder. A fronteira pula e avança.

Mas a ciência é também um poderoso veículo da cultura das sociedades contemporâneas e do exercício da cidadania. Por este motivo, torna-se necessário que cada vez se faça mais investigação e em melhores condições. O conhecimento científico está na base do espírito crítico, da atitude participativa, da verificação sistemática das condições do funcionamento da realidade de todos os dias.

A democracia é o único regime político que permite questionar livremente a relação da ciência com a sociedade. Ciência e democracia estão, pois, indissoluvelmente ligadas. Importa assim que todos compreendam os desafios e as perspectivas novas que decorrem das actividades na fronteira da ciência. Essas percepções são um poderoso indicador das oportunidades bem como das dificuldades com que se depara a nossa sociedade.

 A leitura que fazemos do presente com vista ao futuro é a utopia que se tornará realidade no intervalo de uma geração. Torna-se assim tão importante falar sobre a ciência como fazer investigação na sua fronteira. É este encontro entre a ciência e os cidadãos que é fundamental promover. Para que as suas implicações sejam claras para todos – e para que o gosto pela aventura e pela descoberta perdure como aspiração colectiva.

 

João Caraça

   

 

 

Hélder Maiato  é Professor Auxiliar Convidado no Departamento de Biologia Celular da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Investigador Auxiliar e Responsável pelo Laboratório de Dinâmica e Instabilidade Cromossómica no Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto. Natural de Matosinhos, nasceu em 29 de Fevereiro de 1976, licenciou-se em Bioquímica na Universidade do Porto e fez parte do sexto Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biologia e Medicina, o que o levou a passar pela Universidade de Edimburgo no Reino Unido para estudar a divisão celular e a doutorar-se em Ciências Biomédicas pelo Instituto de Ciências
Biomédicas de Abel Salazar (ICBAS), Porto.

 O “NASCIMENTO” DA CÉLULA –  UMA VISITA GUIADA ATRAVÉS DO MICROSCÓPIO

HELDER MAIATO

 O universo do infinitamente pequeno tem fascinado várias gerações de cientistas desde o século XVII. O maior desafio tem sido conseguir vencer as limitações físicas impostas pelo uso do microscópio, o que tem vindo a ser ultrapassado através de equipamento e de tecnologia cada vez mais sofisticados. Nesta conferência farei uma pequena viagem pelo tempo onde ilustrarei os avanços tecnológicos desde o aparecimento do primeiro microscópio até aos dias de hoje. Para tal, iremos assistir àquilo que chamei de “nascimento” da célula, o momento em que uma célula “nasce” a partir de outra pré-existente, e tentar perceber como o progresso na fronteira das ciências da vida permitiu ao Homem ver como a “maquinaria” celular executa todo este processo na perfeição.

«  Poderá também assistir em directo através do site: http://live.fccn.pt/fcg/ e enviar as suas questões (fronteiradaciencia@gulbenkian.pt) que o orador responderá no final da sessão.

(…)

Rita Rebelo de Andrade

Serviço de Ciência

mail – randrade@gulbenkian.pt

Tel. (00351) 21782 3525 /Fax (00351) 21782 3019 »

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