Do blogue Matemativerso (alterei ligeiramente a notação):
«
e
são pontos de uma linha recta, sendo
o ponto médio do segmento
. Os comprimentos dos segmentos
e
são
e
, respectivamente. Qual é o comprimento do segmento
? »
Minha resposta: aqui.
Do blogue Matemativerso (alterei ligeiramente a notação):
«
e
são pontos de uma linha recta, sendo
o ponto médio do segmento
. Os comprimentos dos segmentos
e
são
e
, respectivamente. Qual é o comprimento do segmento
? »
Minha resposta: aqui.

Sobre Roger Apéry pode ver em inglês ou francês a biografia escrita por François Apéry, The Mathematical Intelligencer, vol. 18, n° 2, 1996, pp. 54-61.
Adenda de 22.01.10: Foi no livro de Ian Stewart, Os Problemas da Matemática, (Gradiva, 2.ª edição, 1996), que tomei conhecimento da existência da demonstração de , no qual se lê:
« A função
é agora conhecida como a função zeta de Riemann. Depois de inúmeras dificuldades, Euler conseguiu somar a série para certos valores de
. Em 1734 descobriu que
. Mais tarde provou que, para todo o
par,
é um múltiplo racional de
. Podemos deduzir daqui que
é irracional (de facto, transcendente) para todo o
par. Até muito recentemente, ninguém podia dizer nada deste teor para
ímpar. Devem imaginar a reacção quando, nas Journées Arithmétiques de Marseille-Luminy, em Junho de 1978, R. Apéry, da Universidade de Caen, foi anunciado para falar ‘Sobre a irracionalidade de
‘ . Alf van der Poorten, que estava lá, descreve a conferência nestes termos: ‘O cepticismo era geral. A palestra tendeu a fortalecer esta visão de completa incredulidade. Aqueles que a escutaram sem interesse, ou que estavam limitados por não serem francófonos, pareciam ouvir apenas uma sequência de asserções pouco prováveis’ »
Estudei o artigo (*) de Alfred van der Poorten (actualmente Professor jubilado de Matemática) A proof that Euler Missed… Apery’s Proof of the Irrationality of , The Mathematical Intelligencer, Nº 1 (1979) pp. 195-203 (pdf), para o que necessitei de fazer alguns cálculos, dos quais apresento os do parágrafo 3.
– Nota 1: uma soma telescópica de fracções racionais reais –
Demonstração da identidade
Fazendo
e
vem
donde
Por este motivo,
mas, como
comparando com (3), assim se completa a demonstração de (1).
– Nota 2: um caso discreto particular da soma telescópica de fracções racionais –
Dedução de
Para
e
na identidade (1), vem, do lado esquerdo:
e, do lado direito:
como se queria deduzir, para .
Para demonstrar
falta, portanto, deduzir
ou seja, simplificando
Para o denominador do membro esquerdo vem, sucessivamente:
Em resumo:
e
e, portanto
donde, se obtem a identidade atrás, que se repete:
– Nota 3: uma soma binomial –
Dedução de [no original falta o factor 2 do segundo membro. No entanto, se fosse definido com este factor no denominador, a fórmula seria a que aparece no original.]
,
em que
.
Partindo desta definição temos
e, sucessivamente
mas como
resulta
donde
somando ambos os membros, vem
ou
e, finalmente
como se pretendia deduzir. (mais…)
Suponhamos que temos dois números reais positivos e
, mas que só conhecemos a sua soma
. Quais hão-de ser esses números, de maneira que o seu produto
seja o maior possível?
O leitor pode imaginar que e
são os lados de um rectângulo,
é o seu semi-perímetro e
, a área.

Exemplo geométrico: rectângulo(s) e quadrado
A 1.ª figura representa um rectângulo e um quadrado com o mesmo perímetro;
a 2.ª, o gráfico de (com
)
Uma simples aplicação de derivadas permite-nos concluir que há-de ser quando . De facto,
, pelo que, sendo que a derivada
, se tem
, quando
; donde
. Estes valores correspondem ao máximo de
, porque
, para
e
, para
.
Logo, de todos os rectângulos que têm um dado perímetro, o quadrado é o que tem a área máxima.
Mas poderemos chegar à mesma conclusão através de um raciocínio meramente algébrico. A identidade
permite ver que se
pelo que o máximo de , sujeito à restrição
, ocorre para
.
Neste problema do Gaussianos pede-se para calcular o valor de
Num meu comentário escrevi
seguida posteriormente da afirmação, «uma “prova” (evidência) numérica:
»
Osukaru, neste seu comentário, afirmou: «La idea de Américo es correcta. La sucesión de productos parciales es la siguiente:
Ahora queremos demostrar que el término general podemos escribirlo de la forma:
Para ello usamos inducción. Ya lo ha demostrado Américo para los primeros términos, luego si lo suponemos cierto para el término n-ésimo menos uno, tenemos que demostrar que se cumple para el n-ésimo:
Sustituyendo por su valor y desarrollando la expresión:
(simplificando y desarrollando)
Luego queda demostrado que el término general podemos obtenerlo por la nueva fórmula y llevando la sucesión al límite deducimos que el producto infinito del enunciado es igual a 1. »
Respondi-lhe: «Exacto, tinha pensado precisamente na indução. Obrigado!»
… divididos, respectivamente, por 2, 5 e 8, dão por quocientes números inteiros. A soma destes quocientes é 12. Quais são os números?
Adenda de 12 Jan 2010, 2:15: Justifique.
Adenda de 13 Jan 2010 – Resolução
Sejam ,
e
os números a determinar. Então, temos sucessivamente:
Pelo que os três números são: ,
e
, o que coincide com a resposta de Jorge, no comentário.
ver/see Problema do mês Problem of the month
Enunciado do Problema
Seja
um polinómio real de grau
. Suponha que o coeficiente do termo de maior grau de
é igual a
. Prove que
, em que
são as raízes de
.
Problem Statement
Let
be a polynomial of degree
. Assume that the leading coefficient of
is equal to
. Prove that
, where
are the roots of
.
Revisão de/Revised in 23.02.10: leading coefficient instead of highest coefficient.
Teorema: Seja uma função definida e integrável em
e
uma sua primitiva, então
.
Exemplo: Se são reais, então
.
Exercício: Confirme que .
Primitivando por partes, determina-se uma primitiva de ,
(em que
é uma constante (de integração) qualquer, independente de
. Notação: aqui,
é o logaritmo natural ou neperiano de
. Assim, tem-se
,
sendo, de facto
Nota: É claro que estamos a admitir que o logaritmo natural foi previamente definido como a função inversa da exponencial, ou de qualquer outra forma, independente da igualdade anterior.
Quem investiga matemática pura não pensa nas aplicações; os desenvolvimentos nesta disciplina [Geometria Algébrica], pela sua natureza muito complexa, são irremediavelmente lentos.
Margarida Melo
A investigadora de matemática pura, Margarida Melo (FCTUC), foi premiada por um estudo sobre a construção de novos espaços de parâmetros de objectos matemáticos, relacionado com as curvas algébricas, e com ligação à Teoria das Super Cordas, área da Física das partículas elementares.

A abordagem utilizada é abstracta, possibilitando o estudo de espaços multidimensionais com propriedades adequadas à descrição «dos comportamentos de certas entidades físicas». Futuros problemas poderão vir a ser resolvidos, recorrendo aos métodos da Geometria Algébrica, pensa a investigadora agora galardoada com o prémio «Michele Cuozzo».
Fonte: CiênciaHoje
Pequena nota adaptada da wikipédia e wikipedia:
A geometria algébrica é um dos maiores feitos do século XX. Iniciada por Veronese, Fano, Segre, nas décadas de 1910 e 1920, e seguida por Kodaira e Spencer – através da geometria algébrica complexa, outros grandes nomes contribuiram para o seu avanço: Leray, Goddement, Chow, Serre, e Alexander Grothendieck, em 1959, Weil e Pierre Deligne, em 1978. O último teorema de Fermat, demonstrado por Wiles, em 1993-1994, utilizou, entre outros, os métodos desta área matemática. A geometria aritmética é um seu caso particular que está relacionado com a teoria dos números.
Adenda de 5.01.10: nesta notícia (*), de 20.11.09, do Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DMUC), que transcrevo, lê-se:
« Prémio “Michele Cuozzo”. A Doutora Ana Margarida Melo, docente do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, foi distinguida com o prémio “Michele Cuozzo”, instituído pela Univerisità degli Studi di Roma “Tor Vergata”, pela sua tese de doutoramento “Compactified Picard stacks over the moduli space of curves with marked points”. »
Seja x o ano.
1. Divida-se x por 100 e anote-se o quociente (b) e o resto (c);
2. Tome-se 5b+c e divida-se por 19; chame-se a ao resto;
3. Calcule-se 3(b+25) e divida-se por 4; designe-se o quociente por δ e o resto por ɛ;
4. Calcule-se 8(b+11) e divida-se por 25; anote-se o valor do quociente (γ);
5. Calcule-se 19a+δ-γ e divida-se por 30; anote-se o valor do resto (h);
6. Calcule-se a+11h e divida-se por 319; anote-se o valor do quociente (μ);
7. Calcule-se 60(5-ɛ)+c e divida-se por 4; anote-se o valor do quociente (j) e do resto (k);
8. Calcule-se 2j-k-h+μ e divida-se por 7; anote-se o valor do resto (λ);
9. Calcule-se h-μ+λ+110 e divida-se por 30; anote-se o valor do quociente (n) e do resto (q);
10. Calcule-se q+5-n e divida-se por 32; o quociente deve ser nulo e ao resto chame-se p.
Ao fim destes 10 passos obtem o Domingo de Páscoa: é o dia p do mês n do ano x.
Este algoritmo baseia-se num artigo da Nature de 1876.
Fonte: entrada Another Chance to Read … Calendars do Mathematics Weblog.
Adenda de 16.02.2010 (publicada em entrada prória aqui): eis um exemplo de programação deste algoritmo em Python, que define as funções pascoa(x) e easter(x) através da palavra reservada def, respectivamente a versão portuguesa e a inglesa, que poderão ser chamadas escrevendo-as simplesmente a seguir ao prompt:
O algoritmo é extremamente simples: é meramente sequencial, reproduzindo os 10 passos em cima listados. A barra ‘ / ‘ executa a divisão inteira (que corresponde à função floor).
def pascoa(x): # ‘script’ em Python que define a função
# pascoa(x), em que x é o ano.
#
# Baseado no algoritmo de O’Beirne, em 10 passos,
# para determinar a data do Domingo de Páscoa de
# um dado ano. ( Calcula e escreve o dia e o mês )
#
#
b = x / 100
c = x – 100 * b
quociente = (5 * b + c) / 19
a = 5 * b + c – 19 * quociente
d = (3 * (b + 25)) / 4
e = 3 * (b + 25) – 4 * d
g = (8 * (b + 11)) / 25
quociente = (19 * a + d – g) / 30
h = 19 * a + d – g – 30 * quociente
m = (a + 11 * h) / 319
j = (60 * (5 – e) + c) / 4
k = 60 * (5 – e) + c – 4 * j
quociente = (2 * j – k – h + m) / 7
l = 2 * j – k – h + m – 7 * quociente
n = (h – m + l + 110) / 30 # n é o mês (valor numérico)
q = h – m + l + 110 – 30 * n
quociente = (q + 5 – n) / 32
p = q + 5 – n # p é o dia
if n == 3:
N = ‘Março’ # N é o nome do mês
else:
N = ‘Abril’
if quociente != 0:
print ‘erro’
else:
print ‘Em’, x, ‘o Domingo de Páscoa é no dia’, p, ‘de’, N
* * *
>>> easter(2010)
In 2010 the Easter Sunday is on April 4
>>> easter(2011)
In 2011 the Easter Sunday is on April 24
def easter(x): # Python script that defines the easter(x)
# function, where x is the year.
#
# Based on the 10 step O’Beirne’s algorithm to
# compute the date of Easter Sunday of a given
# year.(Computes and writes the day and the month)
#
#
b = x / 100
c = x – 100 * b
quotient = (5 * b + c) / 19
a = 5 * b + c – 19 * quotient
d = (3 * (b + 25)) / 4
e = 3 * (b + 25) – 4 * d
g = (8 * (b + 11)) / 25
quotient = (19 * a + d – g) / 30
h = 19 * a + d – g – 30 * quotient
m = (a + 11 * h) / 319
j = (60 * (5 – e) + c) / 4
k = 60 * (5 – e) + c – 4 * j
quotient = (2 * j – k – h + m) / 7
l = 2 * j – k – h + m – 7 * quotient
n = (h – m + l + 110) / 30 # n is the month(numerical value)
q = h – m + l + 110 – 30 * n
quotient = (q + 5 – n) / 32
p = q + 5 – n # p is the day
if n == 3:
N = ‘March’ # N is the month name
else:
N = ‘April’
if quotient != 0:
print ‘error’
else:
print ‘In’, x, ‘the Easter Sunday is on’, N,
Prove que/prove that
,
where/em que .
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