Na entrada anterior referi uma demonstração atribuída a Euclides sobre a inexistênciade um número primo maior do que qualquer outro. Este enunciado é equivalente a:
-
A sucessão dos números primos é ilimitada.
-
Há uma infinidade de números primos, ou seja, o conjunto de números primos é infinito.
Parte-se da representação da função zeta através do produto de Euler
,
em que os factores do produto varrem todos os números primos . Se o número de primos fosse finito, o que aconteceria ao produto de Euler, quando tomamos limites, fazendo tender
através da recta real para
por valores superiores?
É claro que
assumiria um valor finito, se houvesse um número finito de números primos. Mas, como sabemos que a série harmónia é divergente
obtemos uma contradição, pelo facto de inicialmente termos admitido que haveria um número finito de primos.
Bibliografia consultada: PATTERSON, S. J., An introduction to the theory of the Riemann Zeta-Function, Cambridge Studies In Advanced Mathematics 14, Cambridge University Press, 1988.







(evolução trimestral)

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